
A Câmara Municipal de Campinas aprovou, na sessão desta quarta-feira (20), a Moção nº 122/2026, de autoria do vereador Ailton da Farmácia (PSB), que solicita ao Governo do Estado a implantação de uma ETEC (Escola Técnica Estadual) no prédio da antiga Fundação CASA Jequitibá, atualmente abandonado no Jardim São Vicente.
“Transformar aquele espaço em uma escola técnica é dar uma nova oportunidade para toda a região. O prédio, que hoje está abandonado, pode se tornar um local de formação, dignidade e futuro para os jovens da nossa comunidade”, afirmou Ailton da Farmácia.
A proposta é direcionada ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, e prevê que a reutilização do imóvel seja avaliada em parceria com a Prefeitura de Campinas. A antiga unidade fica em área que pode atender moradores de diversos bairros da região sul: Jardim São Vicente, Jardim São Gabriel, Vila Georgina, Jardim Amazonas, Jardim Von Zuben, Jardim São Pedro, Jardim Samambaia, Jardim Esmeraldina, Jardim Carlos Lourenço, Jardim dos Oliveiras, Jardim Centenário, Jardim Tamoio e Vila Lemos.
Na justificativa, o vereador destaca que a macrorregião sul de Campinas reúne cerca de 260 mil habitantes e ainda carece de equipamentos públicos voltados ao ensino técnico e profissionalizante. A instalação de uma ETEC no local ampliaria o acesso à qualificação profissional e abriria novas perspectivas para adolescentes e jovens da região.
O documento também aponta problemas no entorno do prédio, como acúmulo de lixo e falta de conservação. As ações de limpeza realizadas pelo poder público têm caráter paliativo e não resolvem a ausência de uma destinação definitiva para o imóvel.
O tema já havia sido abordado pelo vereador no Requerimento nº 1517/2025, em que defendeu uma função educacional e cultural para o espaço. A demanda também ganhou as ruas: no sábado (16), moradores realizaram um ato ecumênico no local para reforçar o pedido de transformação do antigo prédio em espaço de educação, cultura e qualificação profissional.
A moção solicita ainda a formalização de uma reunião entre representantes da comissão de moradores, a Prefeitura de Campinas e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação para dar continuidade às tratativas sobre a destinação do imóvel.